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Letras, Bárbaras, palavras e pensamentos gratinados..

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma outra menina possível.

A música parece ser o refúgio dos homens do caos.
Esses dias estava andando, daquele jeito que nem eu mais me esqueço, ansiosa para que aquela noite chegasse rápido pois iria ver alguns músicos que se apresentavam em um barzinho. Bonito. Estranho também, mas essencialmente bonito. Bom, como era eu também que os ouvia, imediatamente iniciei um balanço da minha vida a partir daquela cena mais que comum. Até por que comum já é algo ausênte na m inha vida.
Percebi que essa Menina Má é tão, mas tão boazinha que o má nem seria mais um adjetivo totalmente plausível. Olho-a no espelho e a acho incrivelmente interessante. É verdade, eu concordo, só alguém distante de si não teria visão igual. Há o triste, os inforntúnios, o inesperado, mas ainda assim ela tem conseguido ser feliz. Não sei ao certo explicar como isso aconteceu - e continua acontecendo - só sei dizer que há uma parte dela indo embora. Estamos deixando ela ir sem fazer nenhuma ressalva. Vá Menina Somente Má e nunca mais retorne. Agora, uma última confissão: eu já não tenho a menor convicção de nada e os sorrisos, antes cinzas, agora se tornaram imensamente azuis. É, paz, é assim que tudo está dentro de mim. E o refúgio, claro, só poderia ser aqui dentro. Bendita música, bendita vida, bendita menina mais ou menos má.

Inspiração

- Você é um homem?
- Não.
- Um rato?
- Não.
- Um camundogo?
- Não, sou um cavalheiro.

Estou sentindo falta de homens assim...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Confusão!!

São aproximadamente 19:45 da noite do dia 16 de Julho de 2010. A semana passou rápido. A sexta Feira-com-vontade-de-morrer foi outro dia. Estou lendo um livro qualquer, em busca de uma delicadeza qualquer que movimente o dia (e os pensamentos). Sinto-me confusa e frustrada, numa solidão muito doída, lá no fundo, com gosto de abandono e descaso. Por conta dessa sensação geral de morte, vesti luto e não creio que poderia haver cor mais apropriada para meu estado de espírito nesse dia. Há uns olhos castanhos que passeiam, para lá e para cá, e sorrisos e pensamentos fora de lugar. O que fazer? Parece que chegam no momento mais oportuno, quando a sensação de solidão é tão grande que a sensibilidade abre as portas a novas possibilidades, mais gentis, mais atenciosas. Mas o que. Eu me conheço muito bem para saber que é preciso estar à beira do desespero para aceitar mudanças, o que pode ser tão seguro quanto trágico. As escolhas vêm e vão rápido demais para o risco da inércia. É tudo tão estranho ao meu redor. E dentro de mim. O céu está cinzento e choveu muito. Chuvinha forte, com vontade. Nem sol aqui nem acolá, o que faz aquele frio desagradável sempre presente. Espero que o dia ajude, e chova tanto quanto aqui dentro. Dessa chuva revoltante e presente, de dias a fio sem parar. E para piorar, saudade da minha irmã que está longe e sem pressa para voltar! Uma vontade de conversar com ela, de um cafezinho ao fim da tarde, perto do mar, com gosto de felicidade. Confidências à meia-voz. No horizonte há um indício, e o vento já parece mais gelado (que solidão). Sinto saudades dela. Sinto saudades da sensação de conforto: tudo acabaria bem, de uma forma ou de outra se ela estivesse aqui para me escutar e animar. Houve tempo em que chorava. Chorava copiosamente, numa agonia incapaz de ser controlada por qualquer traço de razão. Hoje, pelo menos na maior parte do tempo, é só uma resignação crua, adulta demais, estúpida demais. A vida não é feijão-com-arroz. É bem mais que isso. O céu está numa rebeldia tremenda. Nuvens, ameaça de chuva – uma borboleta acaba de cruzar meu caminho. O que me resta além de um suspiro?
Está um frio dos diabos com esse final de dia chuvoso, com aquele céu extremamente preto. E amanha só quero ver o despertar de manha bem cedo, que em virtude de uma preguiça fora do comum, com uma cama que suplica para que eu não saía dela, lençóis especialmente macios. E espero realmente, depois de ter que levantar em um sábado as 06:45 da manha, para ir trabalhar, sendo uma manha especialmente gelada, não me deparar novamente com a falta de noção de um “ser” em sua saveiro branca com um som altíssimo, tocando músicas religiosas. O carro, enfeitado com letras garrafais: “JESUS ESTÁ TE ESPERANDO. VOCÊ ESTÁ PREPARADO?” Ora, Jesus não estava esperando, ele estava desesperado, gritando às 7 da manhã em um carro BRANCO que, se não lembrava um anjo celeste, parecia recado enviado diretamente do inferno para tornar a manhã mais mal humorada possível.

Aprenda com quem sabe!


Para meus amigos que estão...SOLTEIROS
O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher .

Para meus amigos...NÃO SOLTEIROS
Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Para meus amigos que gostam de...PAQUERAR
Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti.

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

Para meus amigos...CASADOS.
O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe". Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar. Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

Para meus amigos que têm um CORAÇÃO PARTIDO
Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir. Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL!
E LEMBRE-SE: É MELHOR VER ALGUÉM QUE VOCÊ AMA FELIZ COM OUTRA PESSOA, DO QUE VÊ-LA INFELIZ AO SEU LADO.

Para meus amigos que são...INOCENTES.
Ela(e) se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade. Mas pense que poderia ter acontecido com você. Seja sincero, mas não seja duro; não alimente esperanças, mas não seja crítico; você não precisa ser namorado(a), mas pode descobrir que ela(e) é uma ótima pessoa e pode vir a se tornar uma(um) grande amiga(o).

Para meus amigos que tem MEDO DE TERMINAR.
As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você. Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade? Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente. Não engane tal pessoa, não seja grosso(a) e rude esperando que ela(e) adivinhe o que você quer. Não a (o) force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitando.

Pra terminar ...

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Martha Medeiros

A razão que insiste em permanecer!

Tantas vezes me perguntei como agir após uma emboscada do destino, uma traição da vida, um momento infeliz. Se através da razão ou da emoção. Muitos exemplos me ensinam a fazer o uso do bom senso, do equilíbrio, sem saberem, todavia, se meu coração navega num mar de tranqüilidade ou está perto de explodir de emoções absolutamente impossíveis de conter.
Mas como condenar tantos avisos que, embora, pareçam sábios, esses conselheiros não podem ver o que está oculto dentro do meu peito?
Fico cismando de vez em quando de como utilizar a razão quando preciso mesmo é cuidar das coisas da alma e do coração? Como raciocinar livre para desprezar um passado que continua presente? Como construir o futuro com os tijolos do bom senso se as paredes do meu espírito são desenhadas com a tinta rubra da emoção?
Como tomar decisões à luz da razão quando nos corredores da minha existência vivem em estranhas núpcias, o amor, as suas perdas, suas conquistas, o ciúme, a desforra, o despeito, uma saudade de tudo e nada, mas que também nunca acaba?
Como viver afinal, entre a razão e a emoção, sem que meu interior seja o grande palco de um duelo sentimental entre essas duas guerreiras da alma, que confundem nossos sentidos, brincam com o tempo, criam e matam esperanças, desafiam a felicidade, julgam, absolvem e condenam tantos outros sentimentos.
Se muitos pudessem ver o teatro oculto do meu espírito não ficariam a exigir que meus atos naveguem sempre nos mares serenos da prudência. Se pudessem devassar as cortinas que escondem minhas inquietações mais íntimas veriam que a razão da emoção é a maior verdade de todas as verdades.
A razão é dura. A emoção sonha. A razão é fria. A emoção é ardente. A razão é insípida. A emoção é doce. A razão é imparcial. A emoção toma partido da paixão, tem o olhar da alvorada, a sensibilidade do crepúsculo.
Jamais os amores que tem o cheiro do eterno começaram no berço da lógica. Nem um gesto de razão deu início aos olhares que escreveram histórias que só os corações apaixonados sabem contar.
Ninguém, na realidade, se encanta com as esquinas enluaradas, com o caminho das estrelas, com a poesia saída das almas dos amantes tocadas pelas flechas da razão.
São os dardos da fantasia que escrevem no livro da vida todas as receitas que contam as procissões de emoções que andam pelo meu interior.
A razão é apenas a tinta sem perfume que ensina e conserta as coisas materiais. A emoção conserta a vida, o amor, o desamor. Muitos dizem que a razão é que desenha a calma nas faces dos homens. Mas o que importa, se algumas vezes, a emoção nos faz derramar um pranto que não cessa?
Só choramos pelo o que amamos. Pelo que queremos ardentemente. Pelo que perdemos. Pelo que nos sufoca alma ou nos acelera o coração.
A efemeridade da vida ensinou-me que posso renunciar a tudo, exceto ao amor, ao que remexe minhas entranhas, ao andar das emoções que me fazem adormecer num floco jaspeado de nuvens.
O caminhar intrigante do tempo fez com que eu me encantasse pelos perfumes do desconhecido, por um sonho que ainda não sonhei, por uma manhã que ainda não vivi, pelo colorido de uma emoção que ainda vai acontecer.
Pouco importa o futuro se a história que ele vem contando a insipidez da razão há muito já me confidenciou.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Definitivo...

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

Mudanças constantes!!

Iniciando um novo ciclo percebi que nada é mais constante na minha vida como o fato de estar sempre mudando. O tom de voz, de idéia, de desejos, ou simplesmente o jeito de olhar para uma situação e para mim mesma. Tive mudanças maiores como de casa e estilo de vida, mas tem coisas que permanecem intactas desde a infância, como alguns gostos e traços da personalidade. Não como cebola, tenho manias esquisitas e carências insolúveis, sou extremamente ciumenta, mas o meu ciúme não é só de pessoas, ele se estende para objetos, animais, livros, algo muito insano. Adoro o inverno, adoro a sensação de pisar em folhas secas, cheiro de grama molhada, lua cheia, pôr do sol, luau, som de violão, fogueira. Não tomo refrigerante (por opção e não pela ditadura do corpo perfeito), adoro café, vinho, cerveja (humm cerveja..), conhaque, vodka, martíni. Amo receber mensagem de madrugada, sabe aquela mensagem simples, curta ms que abre um sorriso de orelha a orelha. Adoro um abraço bem apertado, um beijo bem demorado, carinho na hora certa e na errada também, beijo nas costas, no pescoço, na nuca.. Odeio que me cutuque, e de preferência quando falar comigo, olha na cara. Odeio que me digam: "Vai- te pro inferno" (vai você). Perceptível ou não esse é o fluxo da minha vida. Por muito tempo eu esperei o que podia se chamar de "melhor dia", meus aniversários, Natais, Ano Novo, fins de semana, datas comemorativas. Transferia todas as expectativas por que acreditava tanto que esses dias deveriam ser especiais, que o tempo passou e levou com ele aqueles que poderiam realmente ter sido os melhores dias da minha vida. Por isso eu optei que hoje é o meu melhor dia, para ser bem sincera decidi que vou ter 365 melhores dias por ano. Sem esperar mais nada de datas, pessoas ou situações. Mais uma coisa que eliminei da minha vida: "Não sofro e nem morro mais para ver alguém feliz", posso sim contribuir, mas desde que pra isso eu não tenha mais que abrir mão da minha própria felicidade. Aliás, abrir mão é uma palavra que deletei do meu vocabulário. Mudar é uma receita personalizada que envolve desapego, ousadia e flexibilidade, é um rito de passagem que me liberta do passado, de verdades e hábitos cristalizados que não me servem mais. Afinal é a minha felicidade que está em jogo, não é? Hoje faço apenas o que eu quero, aonde eu quero, com quem eu quero e se eu quero na hora que me der vontade. Hoje tenho a consciência de que ninguém é insubstituível, que a vida pode ser mais leve se você deixar para trás os aborrecimentos e mágoas, que ninguém é responsável pela felicidade de ninguém.